sábado, 7 de novembro de 2009

A Montréal de Nova







Hoje fui ao Musée de Beaux Arts, com minha amiga Nova. Foi ótimo ir com ela, que me mostrou alguns pintores canadenses em que eu ainda não havia reparado, trocamos umas ideias boas sobre a pintura no Brasil e no Québec, falamos das aproximações possíveis. Quando voltar, quero escrever um texto comparando os dois grandes nomes da abstração canadense, Riopelle e Borduas, com os abstratos brasileiros. Riopelle me lembra Antonio Bandeira e Borduas, Iberê Camargo, que não é propriamente um abstrato, mas chega lá em alguns trabalhos. Vou escrever e Nova vai traduzir para o francês... Essa foi uma descoberta muito bonita que fiz aqui, a da pintura canadense, e hoje, com a ajuda dos olhos de Nova, pude ver também outros artistas e rever aqueles que tanto prazer me causaram. Depois Nova me levou a um restaurante indiano, fomos de metrô e depois a pé pela deliciosa rua Saint Denis, onde comi tantas gostosuras, sobretudo na Juliette & Chocolat, também apresentada por Nova - mas que amiga boa essa, que conhece tudo de que eu gosto!!!! Almoçamos e eu dei umas voltas ainda pela rua, mas o vento gelado me impediu de continuar, senti muito frio, minha mão, mesmo com luva, ficou gelada. Vejam a foto interessante das plantas cobertas, protegidas do frio, num jardim da rua Sherbrooke. Amanhã vai fazer um dia bonito e vou aproveitar para ir a alguns lugares a que ainda não fui. Sem Nova mas com seus olhos sempre orientando os meus.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Natal chegando







A cidade anda mais triste. Escurece às 5 horas, faz frio, as árvores estão perdendo as folhas. É mais uma mudança nessa cidade cheia de surpresas para meus olhos estrangeiros. E agora as luzes de natal começam a aparecer, pouco a pouco, em algumas árvores, ruas e vitrines. Como se fosse necessária a compensação das luzes coloridas para superar o inverno que se aproxima. Estou quase indo embora, hoje dei minha penúltima aula, e quase posso dizer que vi, nesses dois meses, três mudanças de estação. Cheguei no final do verão, com as árvores verdinhas, mesas nas calçadas, gente andando nas ruas de sandálias e roupas leves. Em seguida, vi a mudança das cores nas árvores e a beleza atordoante do outono. E agora o frio chegando pouco a pouco e até uma chuva de neve anunciando que vem vindo mais uma mudança. É o inverno se anunciando, no vento gelado que obriga a muitas camadas de roupa (vejam como estou cheia de roupas - não estou mais gorda, gente, é muita roupa mesmo!) e no dia que termina mais cedo. Hoje, entretanto, ainda fez um dia bonito, de sol e céu azul, andei na rua, caminhei com a Ana pelas calçadas, depois de um almocinho muito gostoso na Juliete & Chocolate (ah, gente, tenho que confessar a vcs que dividimos na sobremesa um fondue de chocolate m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!), fugimos um pouco dos subterrâneos. E eu estou feliz porque só me falta uma aula e daqui a pouco estou em casa. Mas também fico feliz de ter vivido essa experiência aqui, de ter visto tanta coisa, de ter conhecido gente interessante, de ter feito novas amigas, de ter vencido o desafio de dar um curso em língua estrangeira, mesmo com todas as minhas dificuldades, limitações e hesitações. Agora é transformar tudo isso num jeito de ser uma pessoa melhor e andar pelo mundo mais confiante, mais atenta e mais leve.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hobbies




Sempre falo aqui de lugares, hoje quero falar de pessoas. Fui jantar na casa da diretora do departamento de estudos literários da UQAM. Tomei o metrô e um ônibus, andei por lugares em que me sentia completamente perdida, não tinha noção de onde estava. Eram 5 horas da tarde e já estava escuro. Ela mora numa cidade colada a Montréal, onde eu nunca tinha ido. Essa sensação de não saber para onde se está indo, mas com um roteiro na mão, que me dizia onde saltar e em que direção andar, é muito interessante. Ir para uma casa certa, num caminho desconhecido. Olhar em volta e não reconhecer nada, estar cercada de desconhecidos, saber apenas o ponto em que se deve saltar. Eu que sempre sei os caminhos, que sempre conduzo, que sempre tenho que saber aonde ir, que direção tomar... adoro andar aqui a pé, de metrô, de ônibus, me dá uma sensação de ser outra pessoa... Bem, mas enfim cheguei na casa da Brenda, que me levou para passear de carro na pequena cidade, depois fomos ao shopping comprar batom (ela) e vinho (eu). Em casa, ela me mostrou o caminho de ferro do marido engenheiro, esse que está na foto. E me disse: cada um tem que ter seu hobbie. Perguntei qual era o dela e ela me mostrou as esculturas lindas que faz. Ela perguntou qual era o meu e eu disse: escrever, mas assim meio sem convicção, sem resposta para as perguntas que vieram em seguida. Fiquei pensando nisso, nos hobbies que temos que ter, nas opções que fazemos na vida, no que deixamos de fazer, sobretudo. Foi um encontro feliz esse de hoje, que me fez pensar nos tantos encontros felizes e inesperados que a vida nos prepara e nos tantos encontros que evitamos, perdendo sempre alguma coisa, algum acontecimento, alguma possibilidade de ver a vida de um modo diferente, inventando outros movimentos de corpo e de olhar...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Despedida de Toronto







Hoje me despedi de Toronto passeando um pouco pela cidade velha, a partir do mercado, que é o lugar em que a cidade começou a existir. Sugestão da Monisa, recepcionista do hotel - uma brasileira de Recife! Ah, é tão bom encontrar alguém que fale a nossa língua nesses lugares! Eu estava há 4 dias falando o basiquinho em inglês e aí uma funcionária do hotel, na hora do check-out, me ouve dizer o nome e diz que é brasileira também. Conversamos um pouco, fico sempre pensando, quando covenrso com um imigrante, nessa vida difícil de estar fora do país de origem, vivendo na lí,ngua do outro, na terra do outro... Não é fácil, a sensação de ser estrangeiro é permanente e pesada. Aqui no Canadá, de modo geral, um país de grande território e população pequena, é uma questão comum e boa pra se pensar. Da velha Toronto fui andando mais um pouco, fiz umas comprinhas, almocei num indiano e fui caminhando de volta pro hotel. Senti muito frio hoje, ventava, choveu um pouco, andei muito tempo, o frio começou a me gelar pés e mãos... O almoço, com um copo de vinho no começo e um chá de pepermint no fim, me reconfortou. A viagem de trem foi ótima, vim dessa vez na janela, mas... era já noite e só vi mesmo uma linda lua cheia no céu acompanhando toda a viagem. Deixo com vcs minhas últimas fotos de Toronto: um dos prédios antigos, com um fantástico trompe l'oeil, o mesmo prediozinho antigo e os modernos atrás, com a torre ao fundo, e a clássica imagem do reflexo do céu nos prédios envidraçados da cidade - que aqui é Toronto (e a prefeitura velha identifica a cidade), mas poderia ser qualquer outra...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Toronto de norte a sul
















Hoje fiz o percurso norte-sul de Toronto, sempre andando. De manhã, fui conhecer o primeiro posto de correios do Canadá, o First Post Office, que, embora funcionando normalmente, está preservado e tem lá os objetos de época, cartas antigas, selos, uma prensa e as mesinhas antigas de madeira, com as canetas de pena de ganso e selo de cera, para vc escrever alguma coisa (que esforço, mas que delícia! É um exercício sensual com a escrita, molhar a pena na tinta, acertar a forma da letra, aguardar que seque...). Saí dali e entrei no choque moderno que é Toronto, hoje ainda mais, porque é dia de trabalho normal aqui. Gente apressada, com seus copos de café na mão, a boca do metrô derramando mais e mais gente, as mulheres elegantes com suas saias, meias, sapatos de salto e casacos, os homens lindos, de terno e manteau (tem coisa mais linda que homem de terno e manteau? Se tiver ainda um cachecol, ai ai ai), os jovens de jeans e agasalhos coloridos. Fui caminhando na direção norte, até o Queen's Park, onde ficam o Parlamento e a Universidade de Toronto. O Parlamento na frente, imponente, e a Universidade espalhada em vários prédios, que cercam o parque e vão continuando na College Street, na direção oeste da cidade. Eu fiquei encantada de ver a Universidade daqui. Muita moçada, andando entre uma aula e outra, cada prédio mais bonito que o outro, o colégio de formação de jovens religiosos que deu origem a tudo isso ainda funcionando como colégio, e, no meio de tudo isso, o parque, com as belas árvores coloridas. Caminhei bastante tempo por ali, olhando o movimento. Depois segui em busca de um bairro conhecido como Little Italy, mas a única coisa que vi foram três italianos conversando na rua e uma pequena pizzaria... Fui descendo, já era quase 1 da tarde, parei para almoçar e descansei uma boa hora. Depois fui caminhando na direção do porto e, pelo caminho, parecia uma cidade toda em construção o que eu via: prédios, ruas, condomínios. E finalmente o porto, com o lago e as ilhas de Toronto em frente. Nos piers há alguns shoppings, restaurantes, lojinhas. O lago Ontario é bastante grande e profundo, tem barcos de passeio e tem também navios de grande calado por lá. A tarde estava linda, as gaivotas vinham para o cais descansar da luta na água, alguns poucos turistas andavam por ali. Fazia frio e silêncio. Só o barulhinho das ondinhas batendo na madeira me fazia companhia. Na volta, chovia um pouco, parei no shopping - o tal imenso - andei de um lado para outro, experimentei o novo perfume Yves Saint Laurent (uma delícia), cheirei todos os sabonetes da Lush, olhei casacos, blusas e nada comprei. A loja principal do shopping é a Sears, que ainda é uma potência por aqui. Comi alguma coisa por ali mesmo e cheguei nesse meu quarto, de onde saio amanhã à tarde de volta para Montréal, que acaba sendo um pouco a minha casa. Amanhã ainda terei tempo de dar mais uma andada e depois conto pra vcs como foi o último dia aqui.

domingo, 1 de novembro de 2009

Domingo em Toronto






















Hoje vivi uma experiência que me deixou encantada. Subi na CN Tower, a torre de Toronto, e fui ao último nível de observação, a quase 500 metros do chão. O dia estava bonito e havia pouquíssimos turistas. O elevador é de vidro e senti uma sensação forte de desequilíbrio. Chegando lá em cima, entretanto, foi um deslumbramento. Fiquei sozinha ali uma meia hora, contemplando a cidade de todos os ângulos. Parecia uma maquete, tudo corria lentamente visto de cima, até o trem, que eu fotografei em movimento. A arquitetura da cidade, variada e pretensiosa, se espalhava pelas ruas bem planejadas. As árvores, os fios, os trilhos e os canteiros pontuavam o movimento dos carros sobre o viaduto e o das pessoas, que pareciam miniaturas. Contornando tudo isso, o lago Ontario, lindo, imenso, com o céu de todas as cores da manhã instável se refletindo nele. Eu olhava tudo aquilo e pensava em como o mundo é mesmo um vasto mundo e como podemos nos espalhar e nos perder nessa imensidão. Foi uma visão que realmente me perturbou e acentuou a qualidade reflexiva e comovida daquele momento de solidão. A experiência de subir na torre é dessas que não se esquecem. Depois o dia continuou como um bom dia de turista. Fui ao Museu Nacional de Belas Artes, a Art Gallery of Ontario, mas, sinceramente, foi uma decepção. Não é que o museu não seja potencialmente interessante ou que não tenha um bom acervo. Mas ele é mal organizado, nem temático nem histórico, tudo misturado. E isso começa com a arquitetura, o museu parece um barco emborcado (vejam a foto, que deixei aqui pq as cores do céu ao entardecer estavam lindas, como em nenhuma das pinturas que vi...). Como o acervo foi arrumado por coleções, a partir das doações, tudo fica complicado de ver, entender e acompanhar. Na ala da pintura canadense (que também se mistura depois em outras alas, nas exposições temáticas), os quadros estão pendurados nas paredes, sem etiquetas ou legendas. Se vc quiser saber quem pintou, quando e o título do quadro, tem que pegar um folheto que fica à disposição para consulta, ler e depois devolver. Ah, achei uma chatice isso! A loja é grande e pretensiosa, além de cara, muito cara. Aliás, Toronto, com todo o seu charme, é uma cidade caríssima. Hoje fui tomar meu breakfast aqui no hotel. Bem, para começar, o café da manhã tem todas aquelas opções americanas de ovos, omeletes, panquecas, bacon, tomate, tudo o que eu detesto pela manhã. Pedi então um waffle de sirop d'érable ( o nome em inglês é outro, mas já automatizei o francês. Aliás, balela essa história de país bilingue, viu, gente? São dois países: num se fala francês, no outro, inglês. Montréal é uma cidade bilingue, quase todos falam inglês e francês, com desembaraço, mas é só, o resto do Canadá é completamente dividido.). Pois então: comi o waffle, tomei um suco de laranja e café. Sabem quanto paguei? 22 dólares!!! Opa, demais, não é? Por isso - e também pq ninguém come um waffle com manteiga e érable impunemente - resolvi economizar no almoço, passei num mercado, comprei uma salada e vim para o hotel almoçar no meu quarto. Em seguida, saí de novo, caminhando meio sem rumo. Fui parar em Chinatown, enorme o bairro chinês daqui! E inacreditável: bolsas Kippling e Louis Vuitton por 19,99, perfumes "importados" por preços baixíssimos. As T-shirts têm as ofertas mais variadas: 5 por 10 dólares, 6 por 9,99... calças de malha são 3 por 10; casacos de moleton, 2 por 19,99... E mais todos os cheiros e sabores que vcs possam imaginar - e todos com os nomes escritos em chinês... que língua estranha para nós! Vc ouve os chineses conversando ali, presta atenção na entonação, pensa que estão discutindo e, de repente, eles caem na gargalhada! De tanto andar, acabei chegando na Universidade de Toronto, num dos prédios da Universidade, que, na verdade, se espalha por um parque que ainda não encontrei. Mas o prédio que eu vi, de pesquisas laboratoriais em medicina, é lindo, daqueles bem ingleses, com as plantas de cores outonais subindo pela fachada. Passei ainda no Kensington Market, uma rua de casinhas que foram se transformando em lojas de antiguidades, brechós, mercados de frutas e legumes, tudo com um ar bem alternativo e anos 60. Super curioso e divertido, vejam as anáguas! Na volta para o hotel, passei naquele restaurante estilo mercado de que falei ontem, tomei uma sopa, um copo de vinho e às 7 horas me recolhi. Foi um dia interessante, mas muito solitário, em que senti a maior falta de alguém perto de mim para conversar, comentar, rir. Faço isso aqui agora, pensando em cada um de vcs que me lê e que poderia ter sido hoje uma ótima companhia...

sábado, 31 de outubro de 2009

Toronto e seu charme cosmopolita











Vcs conhecem aquela piada do mineiro que chega muito cedo na estação e perde a hora do trem porque fica proseando? Pois eu hoje fiz parecido, só que sem prosa. Cheguei muito cedo na estação em Montréal e imediatamente sentei e comecei a ler um livro, pronto, quando vi, a fila para entrar no trem já estava enorme e não consegui pegar uma janelinha (essa viagem de ida não tem lugar marcado), ah, mas fiquei chateada com isso! Olha só como os livros às vezes atrapalham... Sentei ao lado de uma québecoise bem simpática, jovem, que dormiu metade da viagem e eu ali, esticando o pescoço pra ver a paisagem, aliás muito bonita, aqueles planos, fazendas, a sensação de espaço, de imensidão do espaço que se tem sempre aqui no Canadá. Entremeando essa enorme planície, pequenas cidades, o interior do país, aquelas cenas de filme, com uma casa de madeira, um caminhão velho ao lado e muitas quinquilharias no quintal. Num certo ponto da viagem o trem começa a contornar o lago Ontario, é muito bonito! A viagem não tem o charme dos trens franceses, para dizer a verdade, mas foi boa. Cheguei a Toronto por volta das 3 e meia e vim a pé para o meu hotel, o Hotel Victoria, que é ótimo, super bem localizado, ótimo quarto. Saí para dar uma volta e comer. Achei aqui na esquina um restaurante muito charmoso, igual a um que conheci, com as meninas, em Amsterdam. É um restaurante arrumado como um mercado, vc anda pelas seções e escolhe o que quer comer, saladas, massas, comida thai (que foi a que escolhi), peixes, carnes, doces, sucos, pães, uma coisa... Comi bem, mas achei muito caro, tudo aqui é meio caro. Dali comecei a caminhar e fui até a famosa torre que tem a vista mais completa não só da cidade mas da paisagem em volta, dizem que em dias claros se veem até as Rochosas! Cheguei lá e um indiano simpático me explicou que a parte mais alta estava fechada, relutei, achei que não valia a pena, mas resolvi ir assim mesmo, e então o rapaz falou: olha, mas a parte externa dessa parte mais baixa tb está fechada. Ah, bom, aí é que desisti mesmo, pq, por 31 dólares, não vou subir pela metade e ainda ver por trás de um vidro a paisagem! Vamos ver se amanhã o tempo ajuda. Estava um dia até bonito, vcs podem ver nas fotos, a foto da torre eu ponho aqui não porque esteja muito boa, mas pq achei lindo o céu! De lá saí caminhando, vi uma torre de relógio e fui até lá, era a velha prefeitura, um prédio muito bonito e imponente. Na foto vcs podem ver exatamente a hora em que cheguei lá. Reparem, nas fotos dos arranha-céus, que lindas as luminárias de rua, em movimento de pêndulo! Acabei entrando num shopping enorme, mas enorme mesmo, bonito, dizem que ali vc encontra qq produto vendido no mundo (mas há exagero nisso...). Dei umas olhadas, meio perdida, meio cansada... Saí do shopping e já estava na rua do hotel, vim caminhando e, claro, tomei a direção errada, subi a rua em vez de descer. Quando estava no número 364 é que me dei conta de que estava subindo e meu hotel era no número 56! Lá voltei eu. É impressionante o meu senso de direção torto! Toronto é uma cidade grande, com prédios enormes, muito vidro, muito aço, luzes, outdoors piscando, muita gente na rua, animada, cosmopolita, vc vê gente de todo tipo. Hoje então estava uma graça andar por aí, pq tinha muita gente fantasiada por causa do Halloween, nas lojas os vendedores estavam todos fantasiados, nas mesas do restaurante, era engraçadíssimo ver aqueles senhores carecas, com aspecto sério, de sainha, rabinho, roupa bem maluca mesmo! A cidade tem charme, aguardem as novidades de amanhã...